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terça-feira, 27 de março de 2018

O RELATIVISMO CULTURAL E A ÉTICA CRISTÃ



A ética é a parte da filosofia que investiga os fundamentos da moral de determinada cultura. Foram os filósofos gregos que começaram a estudar estes fundamentos e classificar alguém como “ético” ou “antiético”.
Na ética de Platão (427–347 a.C.) a fundamentação do certo e o errado estão ligados ao bem-estar da alma. Neste caso o homem cumpre o seu dever, independente das consequências que a obediência pode resultar para si ou para os outros. Em contrapartida, com Aristóteles (384–322 a.C.) surgiu à ética utilitária, ou seja, o correto passa a ser definido a partir das consequências boas ou más que um ato ou uma ação possa produzir. 
Na ética de Platão deve-se sempre fazer o que é certo independente do seu resultado. Já na ética de Aristóteles tudo deve ser feito baseado nas vantagens e desvantagens que determinada ação possa produzir. No primeiro caso os atos morais, mesmo corretos, podem prejudicar a si e o outro. No segundo caso a moral se relativiza, busca não se prejudicar evitando o sofrimento.
A ética cristã, por sua vez, preconiza e orienta a conduta ideal para a retidão do comportamento humano. O fundamento moral da ética cristã são as Escrituras Sagradas cuja revelação e conteúdo não se modificam. Desse modo, a ética cristã não se altera e nem se relativiza. Assim, a ética cristã não pode ser desassociada da moral e dos bons costumes preconizados nas doutrinas bíblicas, custe o que custar e doa a quem doer. 
No entanto, em tempos modernos, o relativismo cultural adota a ética de Aristóteles onde a verdade se adapta e se acomoda a situação, e assim passa a legitimar a máxima que diz “os fins justificam os meios”. Contudo a ética bíblica nos desautoriza a relativizar: “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam” (1Co 10.23). 





Douglas Roberto de Almeida Baptista 
Presidente CEC - CGADB
Comentarista Lições Bíblicas CPAD

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